quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carta a meu avô

Alentejano meio rural, meio urbano tu eras.
Algo bem visível nalguns aspectos em ti.
A tua pronúncia, a tua serenidade e até mesmo nas vestes.
Homem honesto, trabalhador, lutador e com grande coração.
Eras tu o líder familiar, a referência de todos nós.
Ainda recordo com imensa saudade o enorme prazer que tinha em acompanhar nas viagens que fazias, nos trabalhos que executavas e até mesmo aquelas idas às tabernas tradicionais em que tomavas a tua taça de vinho.
A tua presença, a tua maneira de ser e a tua capacidade de enfrentar o futuro sempre com entusiasmo e positivismo contagiava-me e motivava-me para enfrentar a vida de uma forma saudável, realista, com segurança e acima de tudo fazia-me acreditar que poderia alcançar todos os meus sonhos.
Era eu uma pequena e ingénua criança de apenas 11 anos e tu sabia-lo perfeitamente, mesmo assim deixaste-me. Partiste, ficando eu meio perdido no mundo e um pouco desamparado.
O tempo foi passando.
Cresci.
Percebi a razão da tua existência e da tua importância na minha vida.
O que sou hoje, muito o devo a ti!
Nunca tive a oportunidade de to dizer mas penso que sabias o quanto eras importante para mim, por isso hoje te escrevo esta breve carta de agradecimento.
Avô, muito obrigado pela tua tua existência e por tudo o que me ensinaste!
Estarás sempre presente em toda a minha vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário