segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cor

É tarde. O calor é ainda intenso. Procuro por algo, anseio por um pincel. Quero minha alma colorir e o aroma da tinta sentir. Imagino-me às voltas numa grande velocidade como que se estivesse num carrossel. Faço um esforço para sorrir. O perfume que vem da tinta assemelha-se a mel. Fecho os olhos e deixo-me fluir...
Vejo agora a minha alma cheia de cor. Uma cor bem viva a sobressair. Agora uma esplendorosa flor, que seu mel quero extrair. Volto a mim...
Sinto meus olhos lentamente a abrir, observo na minha mão esquerda um pingado pincel, constato que minha alma está a sorrir. Minha alma acabei de colorir.

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